Raquel Dezidério Souto’s Diary | Contribuir POIs no OpenStreetMap e exibi-los em um mapa dinâmico

neub9
By neub9
4 Min Read

[Ainda faltando incluir as imagens e o link para o arquivo .csv]

Este guia é voltado para mapeadores iniciantes e intermediários e apresenta um fluxo de trabalho para incluir pontos de interesse (POI) no OpenStreetMap (OSM) a partir de um arquivo .csv e gerar um mapa web dinâmico. É importante ressaltar que este procedimento é mais adequado ao mapeamento de poucos dados, limitando-se principalmente a uma cidade (no caso do Brasil).

Como exemplo, utilizaremos um arquivo com a localização geográfica de sirenes de emergência (Estações de alerta e alarme hidrológico – EAAH e geológico – EAAG) fornecido pela Secretaria de Defesa Civil do Município de Maricá (Rio de Janeiro, Brasil). Antes de prosseguir, é fundamental verificar a compatibilidade da licença dos dados originais com a licença ODbL do OSM.

Para realizar esta atividade, você precisará dos seguintes softwares: um gerenciador de planilhas eletrônicas, como OpenOffice ou Gnumeric; QGIS com o plugin MMQGIS instalado e ativo; navegador de internet; editor iD, que é o editor padrão do OSM; e uMap.

A. Obtendo os dados e preparando o arquivo inicial
– Abra o arquivo .csv em um dos gerenciadores de planilhas eletrônicos mencionados.
– Prepare o arquivo para geoprocessamento. Idealmente, o arquivo .csv deve incluir campos de latitude e longitude. Caso não os contenha, você precisará incluir endereços ou geocódigos livres para possibilitar a geolocalização dos objetos de interesse.
– Verifique a acentuação das palavras e qualquer outro aspecto importante para garantir a correção dos dados.
– Certifique-se de que o arquivo está em UTF-8 ou ISO-8859-1, charsets utilizados no Brasil.

B. Gerando os pontos
– Abra o arquivo .csv no QGIS e verifique se o projeto está no sistema de referência geodésico WGS-84 (EPSG: 4326), o sistema utilizado no OSM.
– Gere os pontos seguindo as instruções do plug-in MMQGIS.

C. Preparando o arquivo para o reconhecimento automático das etiquetas
– Realize a adequação semântica dos campos do arquivo .geojson para que as etiquetas sejam reconhecidas automaticamente.
– No exemplo das sirenes, modifique os nomes das colunas diretamente em um bloco de notas para que sejam compatíveis com as etiquetas do OSM.

D. Transferindo os pontos para a base cartográfica do OSM
– No site https://osm.org, busque a área de interesse e clique em Editar, escolhendo o editor iD.
– Carregue o arquivo .geojson dos pontos das sirenes no iD.
– Realize a transferência dos pontos, verificando se eles já existem na base cartográfica do OSM.
– Após o upload dos dados, informe a fonte e inclua comentários que auxiliem outros mapeadores.

Após o upload dos dados, é possível visualizá-los no renderizador principal do OSM em alguns minutos. Para criar uma visualização personalizada dos dados, como modificar ícones e cores, pode-se utilizar o uMap. O processo de criação de um mapa dinâmico no uMap é explicado na página Wiki da ferramenta, que oferece manuais em inglês, francês e italiano.

Share This Article
Leave a comment

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *